Celulares, tablets, videogames e redes sociais fazem parte da rotina de crianças cada vez mais cedo, e famílias enfrentam o desafio de equilibrar o universo digital com experiências fora das telas, como brincar, correr, criar e conviver, informa reportagem do Farol de Notícias.

Para o endocrinologista pediátrico Dr. Miguel Liberato, as brincadeiras lúdicas e coletivas são fundamentais para a aquisição de consciência de coletivo, inteligência emocional, desenvolvimento da função motora, força muscular e linguagem, entre outros benefícios do desenvolvimento infantil.

O especialista detalha recomendações de tempo de tela por idade: menores de 2 anos devem evitar o uso (exceto videochamadas com familiares); entre 2 e 5 anos, até uma hora por dia; dos 6 aos 10 anos, até duas horas; e dos 11 aos 17 anos, até três horas de uso recreativo. Em todas as fases, orienta equilibrar telas com sono, alimentação, estudos, atividade física e convivência familiar.

Miguel também alerta para o acesso precoce a redes sociais e smartphones: recomenda que crianças não tenham aparelho próprio antes dos 12 anos e que o uso digital seja acompanhado de perto pelos responsáveis. Ele sugere oferecer alternativas dentro e fora de casa — jogos educativos, atividades coletivas supervisionadas e locais para interação com outras crianças — e destaca o papel dos adultos em estimular interesse por atividades não digitais.

A proposta não é eliminar tecnologia, mas evitar que ela substitua experiências essenciais da infância; segundo o especialista, atividades presenciais e brincadeiras têm efeito protetor contra distúrbios de comportamento e contribuem para um desenvolvimento saudável.