A construção da nova ponte sobre o Rio das Antas, entre Nova Roma do Sul e Nova Pádua, apresentou danos em alguns elementos estruturais após duas elevações expressivas no nível do rio registradas durante a execução da obra. A Prefeitura de Nova Roma do Sul informou que solicitou avaliações técnicas às empresas responsáveis pelo projeto e pela construção e que os relatórios devem ser entregues na próxima semana.

Segundo o Executivo municipal, entre 21 e 22 de julho o Rio das Antas atingiu vazão de 5.261 metros cúbicos por segundo e, na ocasião, não foram identificados prejuízos de grande relevância. Em 21 de setembro, contudo, a vazão alcançou 9.832 m³/s — considerada a maior já registrada pela Ceran — ocorrendo em fase sensível da obra, quando a superestrutura estava em início de execução.

Após a redução do nível da água, a fiscalização municipal apontou danos estruturais visíveis no pilar número 2, que apresentou avarias, além de quebras localizadas em algumas quinas e desgastes superficiais nos pilares 3, 4 e 5. A vistoria também registrou estacas expostas em razão da erosão provocada pela cheia; nos demais blocos inspecionados não foram observados danos estruturais aparentes.

Diante das constatações, o Município notificou a empresa construtora e o responsável pelo projeto, cobrando a apresentação de relatórios técnicos que esclareçam causas e extensão das avarias e proponham soluções. A Prefeitura declarou que as medidas necessárias para garantir a segurança da estrutura serão definidas com base nos documentos apresentados, sem antecipar intervenções.

A ponte, contratada por R$ 14,25 milhões e com ordem de início emitida em 25 de fevereiro de 2026, tem projeto de 170 metros de extensão e 10,90 metros de largura, com seis pilares e capacidade de carga de 45 toneladas. Conforme medição informada pela administração, 58,69% da obra já estava medido e pago até a resposta encaminhada à associação local.

Enquanto a construção não é concluída, a travessia por balsa continua como alternativa entre os municípios; o contrato vigente para a manutenção do serviço tem vigência até 3 de janeiro de 2027. A Prefeitura afirmou que adotará providências caso seja preciso ampliar ou prorrogar a operação da balsa.

A manifestação oficial veio após a Associação Amigos de Nova Roma do Sul encaminhar ofício em 15 de outubro cobrando informações sobre fundações, estacas, integridade do concreto, procedimentos de recuperação e critérios de fiscalização. A entidade se colocou à disposição para colaborar com contratação de equipe técnica independente e solicitou acesso aos diagnósticos e projetos de recuperação quando concluídos.