O segundo turno da eleição presidencial começou em Goiás com articulações distintas dos dois candidatos. Flávio Bolsonaro reuniu em Goiânia aliados nacionais e locais, entre eles o governador reeleito Daniel Vilela e o ex-governador Ronaldo Caiado, além de senadores, deputados e mais de 160 prefeitos, segundo a cobertura.

A mobilização pró-Flávio em Goiás teve presença de lideranças estaduais e nacionais. O encontro em Goiânia contou também com o governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e aproximou grupos que seguiram caminhos diferentes no primeiro turno, segundo a reportagem.

No evento, Ronaldo Caiado anunciou que entrará “de corpo inteiro” na campanha e entregou propostas ao presidenciável. Daniel Vilela colocou sua base política à disposição do candidato e afirmou que trabalhará para que Goiás dê "uma das maiores votações proporcionais" a Flávio no dia 25 de outubro.

A lista de apoiadores locais citada pela fonte inclui a senadora eleita Gracinha Caiado (União Brasil), o senador eleito Gustavo Gayer (PL), o presidente estadual do PL Wilder Morais, o deputado federal eleito Major Vitor Hugo (PL), o prefeito de Anápolis Márcio Corrêa (PL) e o prefeito de Aparecida de Goiânia Leandro Vilela (MDB).

Do lado de Lula, a reação em Goiás se organizou a partir de reunião convocada pela presidente estadual do PT e da federação Brasil da Esperança, Adriana Accorsi. Foram chamados PT, PCdoB, PV, PSOL, Rede, PDT e PSB para articular comunicação conjunta, atividades nos municípios e ações para reduzir a abstenção.

O principal desafio identificado pelo campo progressista é recuperar a votação perdida em Goiás: no primeiro turno Flávio obteve 2.051.888 votos (53,60%) no estado, contra 1.188.880 votos (31,06%) de Lula. A estratégia inclui caravanas pelos municípios, produção de material de campanha e intensificação da atuação nas redes sociais.