Uma manifestação convocada para as 16h com o título “UFRN anti‑Lula” terminou em confronto na tarde desta segunda‑feira (19) nas imediações do Centro de Tecnologia e do Setor de Aulas IV da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), em Natal. O ato entrou no interior do câmpus com carro de som, faixas e o boneco inflável Pixuleco, que retrata o presidente Luiz Inácio Lula da Silva como presidiário.
Participaram do protesto o deputado federal General Girão (PL), a vereadora de Natal e deputada estadual eleita Camila Araújo (PL), o presidente estadual do Novo, Renato Cunha Lima, e Paula Castelo Branco, apontada como liderança do movimento Direita UFRN. Imagens divulgadas nas redes sociais mostram confronto físico com troca de socos, chutes e empurrões entre manifestantes e estudantes ligados à esquerda.
Durante a confusão, o Pixuleco foi perfurado com uma faca e houve relatos de lançamento de pedras e cocos por parte de estudantes contrários ao ato, segundo depoimentos colhidos. O portão do Setor IV apareceu danificado após o tumulto. Estudantes relataram agressões: o estudante Henrique Neiva disse ter tido um dente quebrado; outro jovem da esquerda teve os óculos quebrados.
Um participante do grupo de direita afirmou ter visto tentativa de atingir o deputado General Girão com uma pedra e disse que um assessor do parlamentar ficou com o braço machucado; a mesma fonte também alegou ter visto faca e arma de fogo. Em vídeo divulgado nas redes, Girão aparece discutindo com estudantes no local.
O professor de Serviço Social Henrique Wellen relatou que, enquanto dava aula, percebeu a presença do carro de som e do boneco inflável dentro do campus, com xingamentos e tentativas de entrada à força. Segundo ele, houve agressões pontuais e a vigilância universitária teve efetivo insuficiente para controlar a situação; o docente afirmou ter tentado mediar o conflito.
Policiais do 5º Batalhão acompanharam uma equipe da Justiça Eleitoral ao local, mas os participantes já tinham se dispersado quando a PM chegou. O ato foi denunciado pelo aplicativo Pardal por possível propaganda eleitoral irregular. Até o fechamento da cobertura, nem o Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte (TRE‑RN) nem a UFRN haviam se manifestado oficialmente sobre o episódio.
