Na Vila do Sucuriju, comunidade ribeirinha na Costa do Amapá, crianças e adolescentes vêm usando pranchas improvisadas, inclusive portas de geladeira, para surfar a pororoca. A prática local chamou atenção durante um intercâmbio com integrantes da Associação de Surfe e StandUp Paddle do Amapá.

O fisioterapeuta Jim Daves, executivo da associação, esteve recentemente com os jovens e descreveu a experiência como impactante, destacando admiração pelo que fazem com pranchas improvisadas e a vontade de apoiá-los. Em entrevista ao programa LuizMeloEntrevista, ele afirmou que o Amapá tem vocação para a modalidade.

O especialista ressaltou que o surfe de pororoca já ocorre em outros pontos do estado e defendeu a necessidade de formatar a atividade como produto turístico, com definição de logística, acessos, meios de hospedagem e equipamentos náuticos para ampliar a atividade de forma organizada.

O texto do Diário do Amapá também cita que a pororoca voltou a ocorrer em Cutias do Araguari, indicando que a prática não é exclusiva a uma localidade e que a identificação e organização de agendas e possibilidades poderão apoiar o desenvolvimento da modalidade no estado.