O Ministério Público do Trabalho no Ceará (MPT‑CE) informou que o estado registrou 46 denúncias de assédio eleitoral no ambiente de trabalho entre janeiro e 20 de outubro de 2026. O levantamento foi divulgado às vésperas do segundo turno das eleições presidenciais, marcado para 25 de outubro.
Segundo a divulgação citada pela fonte, o total de 46 denúncias no Ceará se aproxima do número contabilizado durante todo o ano eleitoral de 2024, quando foram registradas 53 denúncias no estado. A comparação entre os períodos considera que os dados de 2026 abrangem até 20 de outubro, enquanto os de 2024 referem‑se ao ano eleitoral completo.
No âmbito nacional, o levantamento aponta 1.481 denúncias de assédio eleitoral no trabalho entre janeiro e 20 de outubro de 2026, conforme os dados divulgados pelo MPT. O órgão definiu assédio eleitoral como práticas em que empregadores, superiores ou outras pessoas em posição de autoridade pressionam ou constrangem trabalhadores para influenciar seu voto.
Entre as condutas elencadas pelo MPT estão ameaças de demissão, oferta de benefícios condicionados ao voto, constrangimento e impedimentos ao deslocamento para votar. A matéria citada informa que, no Ceará, foram relatadas dificuldades impostas a trabalhadores para se deslocarem até locais de votação.
O MPT‑CE orienta que trabalhadores que sofram pressão, ameaça ou constrangimento em razão de sua escolha eleitoral procurem o Ministério Público do Trabalho para formalizar denúncia. Quando possível, recomenda‑se reunir evidências como mensagens, documentos, gravações e identificação de testemunhas. As denúncias podem ser feitas pelos canais oficiais do MPT no Ceará.
O levantamento divulgado ressalta a importância da fiscalização de condutas que possam comprometer a liberdade de escolha dos trabalhadores durante o processo eleitoral e reforça a necessidade de atuação dos órgãos competentes para coibir práticas que interfiram no exercício do voto.
