A primeira sessão ordinária da Câmara de Itabira após o segundo turno das eleições teve um clima mais contido no plenário. Cidinei Rabelo, conhecido como Didi do Caldo de Cana (PL) e um dos principais apoiadores de Flávio Bolsonaro na cidade, evitou falar abertamente sobre o resultado, deixou a reunião rapidamente e resumiu à imprensa: “não tinha muito a falar, que a democracia havia decidido e que era preciso respeitar a escolha da maioria.”
Durante a sessão, um adesivo de campanha de Lula foi colado nas costas de Didi. Ao ser avisado por uma funcionária da Câmara, o vereador retirou o adesivo e reclamou da brincadeira, mas não deu seguimento ao episódio, segundo o relato da cobertura.
Por outro lado, vereadores que apoiaram Lula marcaram posição no plenário. Ronaldo Capoeira (PRD) parabenizou as mobilizações nas ruas de Itabira; Heraldo Noronha (Republicanos) comemorou a vitória e destacou a atuação do movimento Pró‑Lula; Dulce Citi (PDT) elogiou a organização das eleições e o apoio do prefeito Marco Antônio Lage (PSB); e Jordana Madeira (PDT) afirmou que o foco deveria voltar à população.
O líder do governo na Câmara, Bernardo Rosa (PSB), adotou postura neutra e cobrou compromisso dos políticos eleitos com prioridades locais como diversificação econômica, infraestrutura e preparação para o pós‑mineração. Nos bastidores, um parlamentar relatou que, antes do segundo turno, outro vereador havia apostado R$ 1 mil na vitória de Flávio Bolsonaro contra Heraldo. Noronha confirmou a aposta e informou que o pagamento ficou combinado para a semana seguinte.
Apesar das posições políticas distintas entre os presentes, a sessão foi marcada por um ambiente tranquilo e cordial: apoiadores de Lula na plateia demonstravam satisfação com o resultado, enquanto simpatizantes de Flávio Bolsonaro aparentavam mais abatimento, sem registros de maiores incidentes durante a reunião.
