Associações Comerciais e Câmaras de Dirigentes Lojistas (CDLs) de Ipatinga, Coronel Fabriciano e Timóteo divulgaram nota na qual manifestam preocupação com a circulação de listas que indicam boicotes a estabelecimentos e, segundo a publicação, estimulam ainda demissões de trabalhadores por suas preferências políticas. As entidades se definem como apartidárias e dizem priorizar o fortalecimento das empresas e do desenvolvimento regional.

O movimento de divulgação dessas listas passou a ser percebido após a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva, quando começaram a circular nomes de comerciantes supostamente identificados com posições políticas. A nota das entidades aponta que iniciativas que incentivem a hostilidade configuram crime e geram riscos jurídicos e sociais às empresas e aos empregados.

No documento, as representações destacam que o comércio físico do Vale do Aço já enfrenta desafios como a concorrência do comércio digital, exigindo investimentos e inovação para manter lojas competitivas. Por isso, afirmam que divergências políticas não podem se transformar em obstáculos à sustentabilidade dos negócios e à preservação de postos de trabalho.

As entidades defendem o respeito à liberdade de opinião e de escolha de cada cidadão e pedem que diferenças sejam tratadas com diálogo e responsabilidade. A nota lembra que as consequências das hostilidades atingem empresários, trabalhadores, famílias, fornecedores e toda a cadeia econômica regional, e conclama união e cooperação para apoiar as empresas do Vale do Aço.